3 de jun de 2011

ATUALIDADES (002) - USINA DE BELO MONTE

Desde a década de 1980 a Usina Belo Monte está na pauta de discussões de ambientalistas, progressistas e políticos, com muitos pontos polêmicos não resolvidos.
Nesta semana o IBAMA aprovou a licença ambiental para a instalação da obra, mesmo sem atender as condições das tribos indígenas locais, que serão diretamente atingidas.
Parte das obras previstas no Plano de Aceleração do Crescimento (PAC), lançado no governo do Presidente Lula, a construção da Usina de Belo Monte será executada na região do Rio Xingu, no Pará, afetando cerca de 11 municípios.
Como prováveis impactos ambientais estão listados a perda de grande área da Floresta Amazônica por inundação, risco de seca em regiões em que o rio perderá sua área de vazão, grande desmatamento para construção das estruturas da usina, prejuízo na pesca e navegação locais, ocupação desordenada da área.
Um quadro explicativo sobre prós e contras foi publicado na Revista Mundo Estranho deste mês.
A União, por sua vez, alega que serão realizadas benfeitorias socioambientais, gerando empregos e trazendo investimento em educação, saúde e qualidade de vida para a região. Além disso, alega que o Brasil precisa da energia que será produzida pela Usina de Belo Monte, pois há um risco de uma crise energética.
Ao analisarmos os argumentos podemos observar que os prejuízos socioambientais podem ser irreversíveis, levando em conta a qualidade do solo da Floresta Amazônica, o alagamento de uma grande área e a provável seca do Rio Xingu e de afluentes.
Ao mesmo tempo, a geração de empregos, o investimento em educação e saúde, e outras vantagens da construção da usina podem ser diluídas por todo o território nacional se aplicado um projeto que gere energia limpa ao mesmo tempo em que reduz drasticamente a emissão de gases do efeito estufa.
Este projeto – que pode ser implantado em cada cidade do Brasil – corresponde à construção das usinas termelétricas do lixo.
Em funcionamento em capitais como São Paulo e Salvador, as usinas do lixo possuem uma rede de tubulações coletoras do gás metano proveniente da degradação da matéria orgânica, impedindo que este ganhe a atmosfera e utilizando-o como combustível para geração de energia elétrica.
As duas usinas de São Paulo já atendem a 700 mil pessoas e, se implantadas em cada aterro sanitário do país, serão capazes de gerar empregos, reduzir gastos com o problema do lixo, melhorar a qualidade do ar das cidades, entre outros benefícios.
Com a soma da energia produzida pelas hidrelétricas já existentes, o Brasil não necessitaria da construção de Belo Monte e ganharia créditos de carbono a serem negociados no mercado internacional.
Mais informações sobre o funcionamento destas usinas podem ser encontradas clicando aqui e no vídeo abaixo:


E aí? Qual sua opinião sobre o assunto? Belo Monte tem fortes chances de cair no vestibular!

Dúvidas e sugestões: professorthiagorenno@gmail.com
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